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4 de novembro de 2009

Nada Entre Nós Tem o Nome da Pressa


Sinopse


espera (é) s. f. 1. Acto  de esperar.2. Ponto onde se espera.3. Emboscada.
As mulheres na beira da praia aguardam o regresso dos homens da faina ou os olhos constantemente pousados nos ponteiros do relógio quando algo está para acontecer ou um chão já abaulado com os passos do esperador.
Ela enquanto ser esperante. Ela especializada na arte de aguardar, na esperança vã de um regresso que sabe, à partida, impossível.
Se a um tempo a espera é inútil, a outro é o que a separa do estado não-vivo, isto se pensarmos na vida como algo para além do trabalho constante do músculo e do cérebro.
Se a vida só é possível à luz daquele amor, a única forma de auto-preservação é esperá-lo. Sabendo que no momento em que a espera tenha um fim, em que a esperança desespere, o desligar do corpo é o único caminho.


Ficha Técnica
a partir da obra de Maria do Rosário Pedreira
Direcção António Revez
Performer Ana Ademar
Músico João Paulo Courinha (Saxofone)
Produção Rafael Costa
Grafismo Cocas Produções
Lendias d'Encantar, 2009

13 de outubro de 2009

Ciclo Um Actor - Um Músico_Lugar Ausente

 
Sinopse

Todos temos um passado marcado pelas memórias que dele guardamos. Até que ponto nos marcam? Até que ponto deixamos que essas memórias interfiram com o presente e como lidamos com elas? Como vivenciamos a nossa experiência passada?
Em Lugar Ausente estamos an presença de um homem que não conseguiu descolar a pele viscosa do passado que se agarra à sua vida presente e não o deixa seguir em frente. Assistimos à ruína de quem tenta continuar preso ao que já não é possivel voltar.
Assistimos ao desconcerto da memória, à humanização dos objectos que materializam o passado e lhe dão vida.
É um eterno retorno ao que fomos, ao que desejámos e perdemos para sempre. Pode o passado de um homem impedir o seu presente?
Lugar ausente é aquele que, já não estando, nunca deixou de estar e assim impõe a sua presença fantasmagórica através da memória.

Ficha Técnica
a partir da obra de Herberto Hélder
Direcção António Revez
Performer Luís Proença
Músico Paulo Ribeiro (guitarra)
Desenho de Luz e Operação Ivan Castro
Grafismo Coca Produções
Produção Rafael Costa
espectáculo em cena dias 15, 16 e 17 de Outubro na Casa da Cultura, Beja
 
Uma Produção Lendias d'Encantar, 2009

6 de outubro de 2009

Ciclo Um Actor-Um Músico_Nocturno



 Sinopse

Gritos de revolta e de angústia de uma mulher durante a noite.
A narrativa desenrola-se em vários piques emocionais: susto e desespero de estar acordada, o medo da escuridão e tudo o que está por de trás do obscuro e fantasia, que os seu subsconsciente/imaginário cria. tenta refugiar-se em momentos e memórias de delírio e puro êxtase.

O Ciclo Um Actor-Um Músico é um desafio que a Lendias se propôr no início deste ano. Consiste em apresentar regularmente performances que juntam um actor, um músico, um luminotécnico e a obra de um poeta português.
 Numa primeira fase destruímos os versos, a sequência e o ritmo dos poemas. Procurámos criar um texto novo, mais narrativom, mas sem acrescentar uma única silaba às palavras do poeta. Este ciclo que se iniciou com Pele de Cristal, tem como premissa a cumplicidade artística entre um actor e um músico: procuramos o improviso nas emoções das palavras. Como desafio que é, permitimos apenas que os intervenientes se enocntrem no ensaio geral e no dia do espectáculo, como o calor e o frio da adrenalina, desenhador de luz, actriz e músico bebam do mesmo néctar e respirem em tempos ausentes.

Ficha Técnica

a partir da obra de José Régio
Direcção António Revez
Performer Marisela Terra
Músico Jorge Moniz (percussão)
Desenho de Luz e Operação Ivan Castro
Produção Rafael Costa
 Outras Performances do Ciclo Um Actor-Um Músico

 



Uma Produção Lendias d'Encantar, 2009

1 de outubro de 2009

Ciclo Um Actor-Um Músico - Tudo Menos o Silêncio



Sinopse

O Ciclo Um Actor-Um Músico é um desafio a que a Lendias d'Encantar se propôs.
O projecto é desenvolvido em várias fases: primeiro a escolha do autor/poeta. A partir desse momento, o actor tem liberdade total para destruir os poemas. Ou seja, partindo dos poemas, recolhe palavras e/ou versos para construir uma nova história, masi narrativa. A única regra é a de não acrescentar ou alterar qualquer palavra do poeta. Trata-se apenas de manipulação de texto, pretende-se a criação de um novo.
Quando o texto está concluído é transmitido ao músico e ao desenhador de luz. Entretanto, o encenador tranalha com o actor de forma a criar o universo próprio do texto.
Os três intérpretes apenas se encontram na véspera da estreia. É nesse ensaio único que têm de absorver o que foi criado pelo outro. Pensá-lo, aproveitá-lo de forma a enriquecer a performance.
O grande desafio deste Ciclo é exactamente o poder de encaixe, de improviso de cada um dos intérpretes. Aproveitar o que o outro oferece à performance e completá-lo. Ali no momento.
Tudo Menos o Silêncio foi construído a partir de poemas esparsos de Eugénio de Andrade, com direcção de António Revez, música de Carlos Barretto (contrabaixo) e luz de Luís Beco. Inicialmente seria a actriz Ana Ademar a dizer o texto, mas devido a uma ruptura de ligamentos de última hora, as Lendias foram obrigadas a fazer uso da sua dinâmica e substituir a actriz pelo encenador e actor António Revez.
Carlos Barretto é um dos mais importantes músicos e compositores de Jazz em Portuugal, já fez concertos na companhia de músicos da sua geração, como Mário Laginha, Carlos Martins e Mário Barreiros, nomes importantes do Jazz em Portugal.


Ficha Técnica 


a partir da obra de Eugénio de Andrade
Direcção e Cenários António Revez
Interpretação António Revez e Carlos Barretto
Desenho e Operação de Luz Luís Beco e Miguel Conceição



Uma produção Lendias d'Encantar, 2009

ver mais aqui


Ciclo Um Actor - Um Músico


Sinopse

Cristal da Pele é a primeira performance poética do Ciclo Um Actor - Um Músico que a Lendias d'Encantar vai apresentar ao longo do ano de 2009. Este primeiro desafio teve como ponto de partida o livro de poesia de José Manuel Carreira Marques, Cristal da Pele.
Numa primeira fase destruímos os versos, a sequência e o ritmo dos poemas. Procurámos criar um texto novo mais narrativo, mas sem acrescentar uma única sílaba às palavras do poeta.
Este ciclo, que se inicia com Cristal da Pele, tem como premissa a cumplicidade artística entre um actor e um músico: procuramos o improviso nas emoçõe das palavras. Como desafio, que é, permitimos apenas que os intervenientes se encontrem no ensaio geral e que no dia do espectáculo, com o calor e o frio da adrenalina, desenhador de luz (Ivan Castro), actriz (Tanya Ruivo) e o músico (César Filipe) bebam do mesmo néctar e respirem em tempos ausentes.
Ficha Técnica

A partir da obra homónima de José Manuel Carreira Marques
Selecção e Destruição de Poemas António Revez e Tanya Ruivo
Direcção António Revez
Interpretação Voz Tanya Ruivo
Interpretação Piano César Filipe
Desenho de Luz Ivan Castro
Grafismo Rui Pereira

Uma Produção Lendias d'Encantar, 2009